Babados Recentes

Mostrando postagens com marcador SAIU DO ARMÁRIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SAIU DO ARMÁRIO. Mostrar todas as postagens

  • "O indivíduo gay sofre inutilmente", diz Sergio Viula, ex-pastor que já pregou a "cura gay"
Se fosse mesmo possível escolher a orientação sexual, o professor de inglês, filósofo e teólogo Sergio Viula, 45 anos, do Rio de Janeiro (RJ), certamente teria conseguido manter sua vida como heterossexual. Esforços para isso não faltaram. Além de negar seus sentimentos homoafetivos durante muito tempo e buscar sua conversão na religião, ele foi um dos fundadores do Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), que pregava a "cura gay", assunto que foi tema do programa Lado Bi, na Rádio UOL, onde ele disse: "Eu era uma zebra pintada de branco".

Viula também foi casado com uma mulher por 14 anos, teve dois filhos e atuou como pastor batista por nove anos. Somente aos 34 anos criou coragem para escancarar sua homossexualidade de vez. Separou-se da mulher, abandonou a vida religiosa, tornou-se ateu e, depois disso, manteve um relacionamento com um homem durante sete anos. Apesar das críticas que recebeu de todos os lados, não se arrepende de ter feito as pazes consigo mesmo.
Ele conta sua história em detalhes no livro "Em Busca de Mim Mesmo" (edição do autor pela Livre Expressão) e mantém o blog "Fora do Armário". Em entrevista aoUOL Comportamento, Sergio Viula discorre abertamente sobre os dilemas que enfrentou até aceitar a própria homossexualidade e assumir que a "cura gay" não funciona.

UOL: Você se reconheceu gay com qual idade?

Sergio Viula: Acho que não posso dizer que me reconheci gay só quando saí do armário. Há 11 anos, disse que não dava mais para ficar casado. Mas desde os oito anos de idade já tinha sentimentos diferentes da maioria dos meninos. Olhava para Lauro Corona e Lídia Brondi na TV, mas não sentia carinho pela Lídia Brondi, achava ela uma gracinha, bonitinha, porém sentia um carinho especial pelo Lauro Corona. Era capaz de sonhar com ele. Mas eu não sabia o que era sexualidade ainda, não sabia o que era transar. O que era isso? Homoafetividade. É aquela afetividade que se lança naturalmente, sem forçar a barra, não existe abuso, nada exterior, ela naturalmente se lança para alguém do mesmo sexo. Mesmo sem nem estar pensando em sexo de fato. É inato, está dentro de você, não está sob seu controle, ainda que as decisões possam estar. Posso decidir, como qualquer homem, se eu vou fazer amor com "A" ou com "B". Mas não é possível alterar o desejo, do mesmo jeito que um heterossexual.

UOL: Então você já sabia desde a infância que era homossexual?

Viula: Isso foi problematizado para mim quando fui para escola, no jardim de infância. Comecei a ser rotulado. Os outros meninos já percebiam que eu era diferente deles. E era engraçado porque eu não tinha coisas de menina, não usava rosa. Mas eles sacavam. Era engraçado porque nenhum de nós ali sabia o que era sexo. Comecei a me perguntar o que tinha de errado comigo. Comecei a perceber que aquilo que eu sentia podia ser um problema para os outros. Foi quando passou a ser um problema para mim. E aí veio a rejeição, a auto-homofobia.

UOL: Quando você se converteu para a religião evangélica sua homossexualidade era algo que o incomodava?

Viula: Incomodava porque desde pequeno eu estava acostumado a ouvir dos meus pais e parentes que a homossexualidade era pecado. Cresci com esse medo. E pensava que tinha de mudar isso. Eu me perguntava se só eu era assim. A gente não tinha noção do que é a comunidade LGBT planetária. Hoje, a gente tem graças à internet. Eu ficava na dúvida: quem sou eu? E não tinha a quem recorrer. Uma vez uma psicóloga conversando comigo percebeu. Ela me falou que eu não tinha de ter vergonha de quem eu era, que aquilo que eu sentia era absolutamente normal, não tinha nada de errado e que eu precisava aprender a me aceitar. Ela pediu para conversar com a minha mãe, mas eu fiquei com medo. Disse que nunca mais ia voltar naquela psicóloga. A verdade é que eu estava fugindo de mim mesmo.

UOL: Foi essa fuga que o levou para a igreja? Você queria mudar isso?

Viula: Eu quis mudar. Você acaba sublimando certas coisas, achando que a conversão é um momento de mudança, em que as coisas dão uma reviravolta. Você pensa que passa a viver uma vida nova. Vem aquele papo evangélico que aquele que está em Cristo nova criatura é. Você acredita nisso. E eu passei a acreditar que podia casar e ser fiel à minha mulher e extrair da relação todo o gozo que precisasse e dar a ela a mesma coisa.

UOL: Mas você acreditava realmente na sua conversão de gay para hétero?

Viula: Eu acreditava. Essa foi a pior coisa que eu fiz. Eu queria nunca ter acreditado. Eu queria ter estado na igreja sem nunca acreditar de verdade. Porque em pouco tempo eu pularia fora. Mas, como eu acreditava, era capaz de tudo em nome da fé. Deixei um bom cargo em uma companhia de petróleo para fazer trabalho missionário.

UOL: E depois disso você virou pastor?

Viula: Sim, fui para o seminário teológico enquanto ia trabalhando como missionário. E fui pastor dos 25 anos 34 anos. Eu era duro na queda. Sofrendo, mas trabalhando. Fazia aconselhamento, evangelização, casamento, funeral, batismo. Ajudei a fundar o Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), em 1997, e o primeiro trabalho que a gente fez foi evangelizar durante a Parada Gay.

UOL: O Moses pregava a conversão?

Viula: Pregava a conversão [de homossexual para heterossexual] e cura. Eu acabava virando exemplo, mas levou um tempinho até eu começar a falar do meu passado. Muitas pessoas da igreja ficaram surpresas.

UOL: Sua mulher sabia que você tinha tido experiências homossexuais?

Viula: A minha mulher sabia porque eu tinha contado para ela quando me casei. Mas contei que havia superado. E ela acreditou, pois era tão crente quanto eu.

UOL: Se você acreditava na "cura gay" e fundou até um movimento para isso, como isso mudou?

Viula: O problema foi que ninguém mudou. Sei disso por que, como pastor, você fica no gabinete ouvindo tudo. Eles me falavam tudo. Ninguém mudava. Foram anos de trabalho e ninguém mudando. E um dia a vice-presidente do Moses me perguntou: que mudança é essa que a gente tanto fala e ninguém vive? Porque não vejo ninguém mudar. E eu respondi que me perguntava a mesma coisa.

UOL: Mas nesses anos todos de casamento você não saía com homens?

Viula: No começo não saía. Mas, depois, começou a ficar difícil. Porém com membros de igreja nunca aconteceu nada, eram como irmãos para mim. Mas fora aconteceu. Quando aconteceu a primeira vez fiquei muito balançado. Mas insistia na minha vida, achava que tinha errado, mas tinha conserto.

UOL: Você acreditava, então, que era uma escolha?

Viula: Eu acreditava ainda. Essa que é a tragédia do ser humano: acreditar que é uma escolha. Porque aí ele fica lutando contra uma coisa impossível de mudar. Imagine, por exemplo, se um cavalo acreditasse que pudesse pular de uma montanha e voar. Ele ia se estabacar. O cavalo se estabaca uma vez só. Mas a gente se estabaca várias vezes nessa situação ou vive na falsidade.

UOL: O que você fez quando percebeu que não conseguia mais levar uma vida como hétero?

Viula: Percebi que tinha algo errado, que não estava funcionando e que precisava falar com alguém. E eu falei. A pessoa com quem falei jurava que era uma coisa passageira, que eu era uma pessoa de Deus, que isso era visível no meu trabalho, e que isso era apenas um deslize, que eu devia seguir em frente.

UOL: O que aconteceu de novo para você resolver sair de uma vez por todas do armário?

Viula: A gota d'água foi uma viagem para Singapura, em um treinamento de liderança religiosa. Uma tarde, saí e rolou uma paquera em um shopping. Ficamos juntos e foi maravilhoso. Parecia que eu estava no céu. Eu estava reencontrando comigo. Porém, no dia seguinte, eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de encerramento do meu grupo. E eu estava em frangalhos, porque estava feliz da vida por tudo que tinha acontecido com aquele homem, mas arrasado porque as pessoas que confiaram em mim pensavam que eu estava lá muito bem, cercado do espírito santo. Ali, "caiu a ficha".

UOL: O que você fez?

Viula: Decidi falar com minha mulher, mas ainda demorei um pouco. Em 2002, falei. Ela não quis se separar. Acreditava que a gente tinha uma chance, que Deus podia fazer uma mudança, porque a gente tinha uma vida construída há 14 anos. Ficamos dois anos tentando. Em 2004, disse chega. Não mudou nada. Abri o jogo, saí do armário e escancarei tudo. Dei uma entrevista para uma revista, denunciei essa coisa de ministério de cura. Denunciei essa farsa e comecei minha militância. 

UOL: Você rompeu com tudo de uma vez: com o casamento e a igreja?

Viula: Rompi. Passei a viver minha vida, minha verdade, porém nunca esquecendo dos meus filhos. A única coisa que eu preservei foram meus filhos.

UOL: Como foi esse rompimento para sua família?

Viula: Foi muito doloroso. Meus pais não entendiam nada, me criticavam. Minha ex-mulher chorava, se sentia traída porque não fui fiel até a morte, como havia prometido. Concordo. Mas eu também me senti traído por um monte de coisas que acreditei e por um monte de gente que falou tanta besteira que levei a sério. Porém fui honesto para acabar com isso. Tem gente que vive essa farsa para o resto da vida. Eu fui fiel à minha fé enquanto acreditei nisso. Quando vi que era bobagem, perda de tempo, fui fiel a mim mesmo. Abri o jogo e falei.

UOL: Como ficou sua vida?

Viula: Fui viver livremente, conheci outras pessoas, tive alguns namorados. Até que conheci meu ex-marido, com quem fiquei por sete anos.

UOL: E como você se sentiu depois disso tudo?

Viula: Eu me senti livre, absolutamente livre. Parecia que um peso havia saído de cima de mim, que eu podia flutuar. Porque a força que eu fazia para ficar em pé, embaixo daquele peso todo, era tão grande que, sem o peso, parecia que eu podia voar. Era uma coisa maravilhosa, como se eu tivesse nascido de novo.

UOL: Você ficou mais feliz?

Viula: Muito mais feliz. A dor que eu passei da rejeição foi terrível, mas o prazer do encontro comigo mesmo não tinha preço. Pensei assim: posso perder todo mundo, com exceção dos meus filhos. Eu nunca mais vou sofrer o que sofri por 34 anos para agradar os outros.

UOL: Como os seus filhos encararam a verdade sobre a sua sexualidade?

Viula: Meus filhos desde cedo nunca tiveram nenhum problema com isso. Minha filha desde os 12 anos já sabia, meu filho de 11 para 12 me perguntou já sabendo. E nunca demonstraram nenhuma rejeição. Traziam amigos em casa. Minha filha fala para os colegas de trabalho que o pai é gay.

UOL: Você está convicto que ser gay não é uma escolha?

Viula: Isso é algo que não muda. Ou você sai do armário e paga o preço de enfrentar todo mundo e viver mais feliz ou fica no armário e também paga o preço, que é mais alto, de ficar fingindo pra todo mundo, se escondendo o tempo todo e vivendo duplamente. Não tem saída. Para as mulheres, é a pior coisa que pode acontecer: um marido gay que vive duplamente. Ela pode ser fiel e se colocar em risco. E não é porque ele seja gay que ela corre risco, é porque ele não é fiel. Ele nunca vai ficar satisfeito só com ela, já tem muito mais chances de traí-la. Mas tem gente que faz vista grossa.

UOL: Pela sua experiência, o que você acha do trabalho das igrejas que insistem na conversão?

Viula: Elas prestam um desserviço. Primeiro, o gay sofre inutilmente. E quanto mais sofre, mais reforça a ideia de que não tem valor, que é um pecador inveterado. Segundo, ele não constrói uma vida, uma biografia de acordo consigo mesmo. Ele tenta agradar os outros e uma hora isso rui e ele tem que reconstruir tudo como eu, que não levei de casa nem um garfo, tive de recomeçar tudo do zero. Ou então ele fica naquela situação porque parece mais confortável do que se arriscar em uma vida independente. Tem gente que é covarde pra isso. A pessoa não tem a alegria de se realizar no que deseja, tudo passa a ser um dever. É um dever casar, ter filhos, e isso tem um peso absurdo. O que mais me preocupa é a criança, com oito, dez anos, e o adolescente, que são chantageados vergonhosamente por pessoas que deviam ser seus protetores. Isso cria uma série de transtornos, medos, fobias. Isso é ignorância. Porém essa ignorância custa um preço muito alto.
Então, o beijo no coração dessa semana vai pro Pastor Marco Feliciano, que deve estar revoltadíssimo com essa ovelha desgarrada e feliz.

Fonte: Uol



O ator e diretor Felipe Cabral - que é conhecido pelos curtas Gaydar e Rótulo - assumiu a homossexualidade em seu Facebook e disse que precisava sair do armário para poder ajudar na luta contra a homofobia.

No texto "Eu sou gay e quero um mundo melhor", ele afirma que quer sair do armário em resposta aos vários ataques que a comunidade LGBT vem sofrendo na televisão.

"Tem muito reacionário e conservador achando que pode falar na televisão, nos palanques, o que bem entender sobre mim, sendo totalmente homofóbico e usando a liberdade de expressão como escudo para os seus discursos de ódio. Peraí, isso tem que parar", escreveu, salientando que a homofobia tem que ser considerada crime.

Felipe questiona a votação expressiva de Marco Feliciano e Jair Bolsonaro nas eleições e pede a conscientização dos seguidores. "Eles estão dizendo que eu, Felipe, seu amigo, é errado, pecador, pedófilo, que não merece ter os direitos respeitados que nem meus amigos héteros. Eles foram eleitos por parte da população que pensa que nem eles! É para ter medo, sim".

Ele conta que passou a querer se assumir depois uma viagem internacional, dentre elas Nova York, e voltar ao Brasil. "Passeio pela cidade e vejo trezentos bares gays, vídeos do governo fazendo campanha a favor da comunidade LGBT, um casal de senhoras se casando no meio da praia. Volto pro Rio e tenho que ter medo de levar vassourada na rua? Não, eu mereço ser feliz. Quero uma cidade melhor".

O ator também desabafou sobre os comentários de que só faz filmes gays. "Eu faço filmes sobre o que penso, sobre o que eu sou. Nunca vi ninguém questionar um diretor héteros se ele 'só ia fazer filmes héteros'. Ninguém nunca falou que o Titanic era um filme hétero", frisou o artista, que disse não ter medo de perder trabalhos. "Não sou galã, não estou perdendo contrato milionário. Se dar pinta é um problema, que seja".

"Sair do armário é um ato político, sim, claro, mas mais do que isso, é um gesto de amor comigo mesmo. Esse ano vou lançar meu novo curta "Aceito" e eu prometi que seria o ano que eu diria sim pras coisas. Dizer sim pra mim mesmo é o mais importante", explica.

Fonte: ACapa


A atriz Alessandra Maestrini assumiu sua bissexualidade em texto, em forma de depoimento, louvável e emocionante para o portal da revista Caras, na terça-feira, 12.
Aos 37 anos, a eterna Bozena da série “Toma Lá, Dá Cá” disse estar “exausta” de tergiversar quando perguntam sobre sua vida pessoal e que o ato de se assumir não se resume a sua sexualidade, mas também a opinião religiosa, política, familiar. “Trata-se de assumir sua ilimitada criatividade e responsabilidade (a habilidade de responder) perante a vida”.
A intérprete questiona que LGBT sejam considerados “minorias”: “Os homossexuais, os bissexuais e todos os outros ‘criativos sexuais’ não são nem nunca foram minoria. O que é, ainda, de fato minoria, são os poucos de nós que se assumem como eu estou fazendo agora. E é isto que nos enfraquece. Direito e dever quase sempre são sinônimos. Exercer-se é, talvez, o maior exemplo do que quero dizer com isto. Assim como o é a cidadania.”
Já razoavelmente comum nos Estados Unidos, a saída do armário ainda é rara no Brasil e por isso a atitude de Alessandra é louvável. Leia o texto completo no site da Caras aqui.
Fonte: ParouTudo


 Um dos maiores nomes da história da natação, Ian Thorpe revelou ser gay. A revelação foi feita em entrevista ao veterano jornalista britânico Michael Parkinson a ser reproduzida neste domingo pelo canal australiano Ten Play neste domingo (13/07/2014).
A imprensa da Austrália garante que o ex-nadador "confirmou sua sexualidade" e "bravamente revelou" que é homossexual. Na chamada para a transmissão do programa, Parkinson indaga Thorpe: "Você sempre disse que não era gay. Tudo isso é verdade?"
O "Thorpedo", 31 anos, se tornou um dos grandes fenômenos do esporte ao conquistar cinco medalhas olímpicas de ouro (três em Sydney-2000 e duas em Atenas-2004) e outras 11 em Mundiais de natação.
Ele se aposentou pela primeira vez aos 24 anos, mas voltou às piscinas em 2011 na tentativa de se classificar para os Jogos de Londres, sem sucesso.
A partir de então, Ian Thorpe começou a sofrer de forte depressão - inclusive foi encontrado desnorteado pelas ruas de Sydney no início deste ano.
Durante sua carreira, o nadador sempre foi questionado quanto a sua sexualidade. E sempre negou ser gay. No entanto, não ter "saído do armário" seria o motivo de sua depressão, e a entrevista deste domingo se torna reveladora.


"Sua luta contra a depressão ofereceu um olhar único dentro do lado mais escuro de celebridade e sucesso. O que mais me fascinou sobre Ian é que tirando o começo de sua carreira ele nunca me pareceu aproveitar e celebrar seu sucesso. Será interessante encontrar as razões", disse Michael Parkinson.
Fonte: ESPN
Pela primeira vez o Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) elaborou uma pesquisa sobre a magistratura brasileira. Os números, divulgados na segunda-feira, 16, apontam que 122 juízes (homens e mulheres) declararam ter uniões estáveis com pessoas do mesmo sexo, ou 1,1% dos pesquisados.
Desse universo de 122 juízes com união estável homossexual, 72,1% são homens e 27,9% são mulheres. A advogada Maria Rocha, integrante da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB), se disse surpresa com os dados do CNJ.

Para ela, o número de juízes que se declararam homossexuais revela que as pessoas estão cada vez mais assumindo publicamente uma posição mantida antes na esfera privada. “Não é que existam mais juízes homossexuais, eles apenas estão saindo do armário”, disse Maria ao site Rota Jurídica. “Eu conheço dois juízes transexuais, mas que não têm coragem de se assumir”, complementou.
Fonte: ParouTudo


Intérprete do Jandir na novela “Caras & Bocas”, de 2009, Marcelo Barros foi visto masturbando-se em um site pornô, o CAM4. Ele contou que é bissexual e que já saiu com quatro seguranças da TV Globo.
O ator dizia, para os seguidores no site, que estava escalado para uma das próximas produções da emissora, quando alguém entrou no quarto e avisou que sua imagem ali estava sendo divulgada no blog de Léo Dias, do jornal O Dia.

Logo depois, Marcelo pediu o cancelamento do perfil “Safado 63″, pelo qual ele atendia no site.
Fonte: ParouTudo
O ator uruguaio Federico Diáz, famoso por novelas de TV em seu país, declarou-se homossexual. “O dia chegou! Só Deus sabe quando e como. Eu só me deixei ser guiado. Eu sinto que Deus me premiou com a homossexualidade, a sensação de confusão que eu tive e a incerteza através dos anos de saber quem eu realmente era foi deixada para trás”, disse Federico em sua página no Twitter.



E continuou: “Eu sou gay e estou compartilhando isto com respeito, amor e gratidão a qualquer um que dê sentido a minha vida. Obrigado por tudo e juntos nós vamos conquistar muito mais. Eu amo muito vocês todos”.
O bonitão foi apontado como o motivo da separação de Ricky Martin e o companheiro Carlos Gonzallez Abella, meses atrás, mas nada foi confirmado. O que sabemos é que Federico é de tirar o fôlego e já provou isso em fotos sem roupa para um calendário só com fotos suas.
Fonte: ParouTudo


Depois que o ídolo mundial Ricky Martin revelou ser gay, uma onda de cantores resolveu sair do armário. O mais recente deles é o mexicano Jaime Kohen. Apesar de não ser famoso no Brasil, em seu país de origem ele é um super sucesso entre o público do jovens adolescentes.
Na última semana, enquanto reunia a impressa para divulgar seu mais recente álbum de estúdio, “Tu Y Yo De Color”, Jaime aproveitou para dizer a todos que é homossexual. Segundo o artista, ele nunca tinha pensado em expor a vida particular, mas resolveu compartilhá-la após ter finalizado a gravação do CD.
Em seu recente trabalho, Kohen celebra o amor, o casamento e a diversidade. Sendo assim, nada mais justo do que se declarar gay, para a experiência nos palcos ser ainda mais verdadeira. “Devemos erradicar a violência que se vive atualmente”, contou o cantor, demonstrando seu apoio no combate a todas as formas de preconceito.

Fonte: Pheeno

Michael Sam é um dos grandes nomes do futebol americano dos Estados Unidos. Nesta semana, o jogador surpreendeu a todos ao revelar sua orientação sexual.

Atualmente, Sam joga na Liga Universitária e é um dos principais candidatos ao Draft, processo de seleção de atletas da universidade para a NFL, a mais importante liga da modalidade.

Perto de ser escolhido por um grande clube, o jogador estava sendo questionado por diversos dirigentes sobre sua vida pessoal, se tinha ou não namorada. Foi aí que Sam resolveu assumir para todos que é homossexual.

"Eu sei exatamente o tamanho da responsabilidade. Ninguém jamais fez isso e é um processo muito nervoso, mas eu sei o que eu quero ser: eu quero ser um jogador de futebol americano na NFL", declarou o atleta em entrevista ao New York Times ."Eu quero ir para o time que me escolher. Quem me escolher sabendo que sou gay, também tem a certeza de que eu jogo bem e sou batalhador. Esse é o time que quero jogar", completou.



Michael Sam disse ainda que desde pequeno sabia sobre sua orientação sexual e decidiu torná-la publica para evitar que detalhes de sua vida fossem contados por outra pessoa.

"Eu sabia desde cedo que sentia atração por garotos. Nunca tratei isso como uma fase. Eu nunca parei para pensar quantas pessoas já sabiam. Eu tinha medo de que as pessoas falassem ou vazassem algo a meu respeito. Eu quero a minha própria verdade. Ninguém deve contar a minha história além de mim", afirmou.

Sobre o preconceito que pode enfrentar se tornando o primeiro atleta gay assumido da liga profissional de futebol americano, o jogador declarou que já passou por muitos acontecimentos na vida e que essa nova fase não o assusta.

"Amadureci muito no passado. Vi meu irmão mais velho ser morto a tiros, não sabia que minha irmã morreu quando ela ainda era um bebê e eu nem tive a chance de conhecê-la. Meus outros dois irmãos vão e voltam da prisão desde que eu estava na oitava série. Atualmente os dois estão presos. Dizer ao mundo que eu sou gay não é nada perto disso", concluiu.

Fonte: EntreHomens


Liam Davis, jogador de futebol inglês do time semi-profissional Gainsborough Trinity assumiu sua homossexualidade ao jornal “Lincolnshire Echo”, no sábado, 11.
Ele se tornou, assim, o primeiro atleta em atividade no futebol (seja profissional ou semi-profissional) abertamente homossexual.

“Eu, pessoalmente, espero que nos próximos 10 anos não seja o único jogador de futebol gay assumido. Ninguém deve ser forçado a se assumir, mas eu espero que eles possam olhar e ver que há alguém lá fora fez isso. Espero que possamos chegar a um estágio em que não é uma coisa ruim, que não há nenhum problema e as pessoas só sigam em frente”, disse Davis.
Antes dele, só haviam se assumido, no Reino Unido, jogadores que já havia se aposentado ou que anunciaram junto com o outing a aposentadoria. O primeiro foi Justin Fashanu, em 1990 e 23 anos depois, o belo Robbie Rogers, em 2013.
Fonte: ParouTudo

Sair do armário é uma questão que muitos gays enfrentam na vida, alguns preferem "escancarar" a porta do armário durante a adolescência, outros esperam tornar jovem ou adulto para tomar essa decisão e ainda há aqueles que decidem morar no armário e não sair jamais, deixa a sua sexualidade subentendida. 

Há várias maneiras de contar a seus pais, familiares e amigos que você é gay, cada um usa as armas que tem, lança mão de tudo aquilo que possa ser útil na hora dessa conversa difícil pra alguns e mais fácil pra outros.
O jovem norte-americano Keanu William resolveu contar sobre sua orientação sexual para a família de uma maneira pouco convencional. Evitando as conversas longas e o chororô, ele fez um bolo e docorou com um confeitos. O detalhe é que a decoração contava com a frase “I love penis” e um órgão sexual masculino desenhado.
“Esse é um vídeo no qual vou contar para meu pais sobre minha sexualidade. Eu quis fazer algo diferente, gravar um vídeo para contar para as pessoas que eu não conheço o que aconteceu recentemente comigo. Estou feliz e não me arrependo do que aconteceu”, disse o rapaz no vídeo. Você aprova a tática?
Veja o vídeo de Keanu entregando um bolo-pênis para os pais:


Fonte: Pheeno

Depois do britânico Tom Daley perder o medo e assumir sua bissexualidade, foi a vez de um atleta brasileiro da mesma modalidade – o salto ornamental – a fazer o mesmo. Ian Matos assumiu-se gay ao jornal “Correio Braziliense”.
“Desde pequenininho, eu sabia que era gay, mas foi aqui que eu consegui viver a minha sexualidade”, disse o atleta paraense, de 24 anos, sobre a capital federal, onde morou desde os 17 anos até o sábado (04/01), quando se mudou para o Rio.
Três vezes campeão brasileiro adulto na prova de trampolim de 1 metro e medalha de bronze, junto a Luiz Felipe Outerelo, na etapa mundial de saltos ornamentais, nos Estados Unidos, em 2012, Ian comentou sobre o outing de seu colega britânico feito em um vídeo postado no YouTube. “Quando vi, brinquei com um amigo. Falei que ia fazer também. Ele aconselhou que eu esperasse passar as Olimpíadas (do Rio, em 2016) para não deixar de receber patrocínio. Não acho que vá me atrapalhar, mas também não posso pensar que o mundo concorda comigo”, revelou o atleta.
Ian afirma que existe preconceito no meio esportivo. “Parece que, por ser gay, você já começa um nível abaixo. Ouvi muito ‘não vou perder para um viadinho’ ou ‘não acredito que você perdeu para o viadinho’”, comenta. A resposta costuma ser bem-humorada, com direito a beijinho no ombro e provocação, de acordo com a publicação.

Fonte: Pheeno
Astro do salto ornamental, Tom Daley tinha algo a dizer. E, em vídeo divulgado no YouTube, o queridinho britânico assumiu seu relacionamento com um homem. Confira o anúncio em vídeo.
- Na primavera deste ano, minha vida mudou completamente quando encontrei alguém. E esse alguém me faz tão feliz, tão seguro, e tudo parece ótimo. Esse alguém é um cara.

Em sua página no YouTube. Daley afirmou ser uma decisão difícil, mas que queria que seus fãs soubessem de sua escolha por ele próprio. No vídeo, o atleta diz que sua vida tem sido "uma montanha-russa" desde 2011, quando seu pai morreu de câncer. 
- Eu sempre fui honesto. Uma coisa que eu nunca me senti muito à vontade de falar foi sobre minhas relações. Eu namorei garotas e nunca tive um relacionamento sério para falar. Agora eu me sinto pronto para falar sobre meus relacionamentos. Eu ainda aprecio garotas, mas estou namorando um cara e não poderia estar mais feliz. Isso simplesmente parece certo.
Daley afirmou ter contado sobre sua opção para sua família no mesmo dia em que gravou o vídeo. Afirmou que alguns de seus parentes tiveram opinião contrária e que alguns disseram para que ele não falasse nada. O atleta, porém, preferiu fazer o anúncio diretamente para os fãs.
- Eu quis colocar um fim a todos os rumores e especulações. Meus amigos e minha família estão sempre aqui para me apoiar. Eu ainda sou Tom, ainda quero ganhar um ouro nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016 para a Grã-Bretanha.
Tom Daley é um dos astros do esporte britânico. Nos Jogos Olímpicos de Londres, ficou em terceiro lugar na plataforma de 10m individual. Neste ano, foi eleito o homem mais sexy do mundo pela revista "Attitude Magazine".
O Grupo Freedom fez um post quando ele foi eleito o homem mais sexy do mundo, veja aqui!
Fonte: GloboEsporte


Blake Mciver Ewing , 29, está de volta à mídia. Intérprete do esnobe vilão Waldo, do filme “Os Batutinhas” (1994), quando tinha apenas nove anos, o ator e cantor surpreendeu ao postar fotos do corpo sarado e falar com tranquilidade sobre sua orientação sexual em seus perfis nas redes sociais.

O ator é um dos comentaristas do programa online “The People’s Couch?”, da emissora a cabo Bravo, onde fala sobre programas de televisão e música ao lado apresentador, também assumido, Scott Nevins.







"Quando eu tinha 14 anos cheguei muito perto de me tornar mais um nas estatísticas de adolescentes gays que cometem suicídio, mas me dediquei à música , ao meu piano, meus entes queridos, e descobri que de fato tudo fica melhor ", relatou o ator no descritivo do vídeo “It Gets Better”, (Tudo Fica Melhor, em tradução livre).

Blake completou ainda: “Creio que devemos nos sensibilizar para proteger os adolescentes LGBTs que ainda estão sendo fisica e verbalmente agredidos e temem por suas vidas todos os dias. Nós também temos a responsabilidade de acabar com esta epidemia de suicídio", se referindo à campanha “It Gets Better” que combate o suicídio de adolescentes gays.

Fonte: IGay